Preso em Tegel, Berlim, Dietrich Bonhoeffer manteve uma correspondência intensa que se tornaria um dos documentos mais lidos da teologia do século XX.
"Alguém pode escrever algumas coisas de forma mais natural e vívida em uma carta do que em livros, e nas cartas eu frequentemente tenho melhores idéias do que quando estou escrevendo para mim mesmo." — trecho de carta de 8 de julho de 1944 (Berlim-Tegel).
Foi esta avaliação que Bonhoeffer fez de si mesmo que deu, anos depois, autoridade a Eberhard Bethge para publicar a coletânea de cartas escritas durante a prisão. O livro foi publicado pela primeira vez em alemão, em 1952, sob o título Widerstand und Ergebung (Resistência e Submissão), e pouco tempo depois em inglês, como Letters & Papers from Prison (Cartas e Papéis da Prisão).
A obra reúne o artigo "Dez Anos Depois", escrito para os colegas conspiradores; correspondência com pais, sobrinhos e amigos; dois sermões — o do casamento de Eberhard Bethge com sua sobrinha Renate e o do batismo do afilhado; dez poemas; e orações pelos companheiros de cela. Foi sobretudo através deste livro que Bonhoeffer se tornou mais conhecido em nosso tempo.
Leia o texto completo do artigo que abre Resistência e Submissão — reflexões sobre quem persevera, civilcourage, êxito, confiança e otimismo diante da tirania — seguido dos poemas "De Bons Poderes" e "Cristãos e Pagãos".